Portugal conta com 1.060 investigadores na lista de cientistas mais influentes do mundo pelo impacto da sua produção científica no último ano, segundo a atualização de 2026 do estudo da Universidade de Stanford e da editora científica Elsevier.
No entanto, a distribuição dos investigadores pelas universidades portuguesas ainda não está totalmente apurada, pelo que os números divulgados por diferentes instituições não permitem, por enquanto, estabelecer uma classificação completa de todas as universidades e politécnicos lusos.
O estudo “Updated science-wide author databases of standardized citation indicators”, conhecido como “World’s Top 2% Scientists”, avalia a influência dos investigadores com base em indicadores como as citações dos seus trabalhos e o volume da produção científica. A edição de 2026 utiliza dados da base Scopus relativos a 2025 e apresenta duas listas distintas: uma referente ao impacto científico no último ano e outra ao longo da carreira.
Entre as instituições que divulgaram resultados, a Universidade do Minho anunciou a presença de 72 investigadores na lista anual, distribuídos por 17 unidades de investigação. A instituição destacou, entre os seus investigadores mais bem posicionados na lista global, Natália Cruz-Martins, Paulo Lourenço, Rui L. Reis, Fernando Pacheco-Torgal e Assunção Flores.
A Universidade Politécnica de Viseu anunciou, por sua vez, quatro docentes no ranking, dos quais três integram a lista pelo sexto ano consecutivo. Luísa Paula Valente Cruz-Lopes surge pela primeira vez na lista anual, enquanto Raquel de Pinho Ferreira Guiné, Vítor João Pereira Martinho e Bruno Miguel Morais Lemos Esteves figuram nas categorias anual e de carreira.
Outras instituições portuguesas também divulgaram resultados. A Universidade Lusófona indicou dez investigadores na lista anual, três dos quais surgem igualmente na lista de carreira. A Universidade de Leiria e Oeste anunciou seis investigadores na lista anual e dois na lista de carreira.
Os dados disponíveis incluem ainda referências a universidades, faculdades e centros de investigação. Esta diversidade de unidades torna necessário distinguir entre os resultados atribuídos a uma universidade no seu conjunto e os que dizem respeito apenas a uma faculdade ou centro integrado nessa instituição.
A lista de carreira constitui uma categoria separada da lista anual e não deve ser somada a esta, uma vez que os investigadores podem figurar em ambas. Por esse motivo, os números divulgados pelas instituições não podem ser adicionados diretamente para calcular o total nacional.
Embora a edição de 2026 permita confirmar a presença significativa de investigadores portugueses entre os mais citados do mundo, não foi possível estabelecer, com os dados atualmente reunidos, uma distribuição exaustiva por universidade. A lista de instituições e os números divulgados devem, por isso, ser entendidos como parciais, não permitindo concluir que todas as universidades portuguesas estejam representadas ou que as instituições sem resultados identificados não tenham investigadores incluídos no estudo.
Os dados de referência estão disponíveis no repositório da Elsevier, que reúne a atualização do estudo de Stanford.