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Wine Destination Portugal leva 30 produtores nacionais a 30 compradores internacionais

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O enoturismo ganha cada vez mais peso em Portugal, pela ligação ao vinho e aos territórios e pelo impacto económico que gera nos produtores e nas regiões. Com um potencial estimado de 160 milhões de euros anuais, o setor estará em destaque na terceira edição do Wine Destination Portugal, que regressa ao Alentejo entre 16 e 20 de novembro. O evento vai aproximar cerca de 30 produtores nacionais de 30 compradores internacionais.

A iniciativa reúne profissionais dos Estados Unidos, Brasil, Canadá, Reino Unido, Espanha, França, Itália, Alemanha e Países Baixos. Entre eles estão operadores especializados em enoturismo, ‘travel designers’ premium, empresas de gestão de destinos (DMC) e agências ‘boutique’. O objetivo é divulgar a diversidade da oferta portuguesa e criar oportunidades de negócio junto de profissionais que procuram experiências diferenciadoras para os seus clientes.

O impacto do enoturismo vai além das visitas às quintas e adegas. Segundo os dados divulgados, 55% dos enoturistas ficam pelo menos duas noites na região visitada e três em cada quatro visitas resultam na compra de vinho, com um gasto médio de 164 euros na loja. Estes números mostram o contributo do setor para as receitas dos produtores e para a dinamização das economias locais.

Ao longo de cinco dias, o programa combina reuniões B2B previamente organizadas, momentos de ‘networking’ e as ‘Uncorking Experiences’. Estas visitas permitem aos compradores conhecer os projetos vitivinícolas, provar os vinhos e descobrir os territórios onde são produzidos. O contacto direto com os produtores dá a conhecer as características de cada projeto e permite explorar a integração da oferta portuguesa em programas turísticos dirigidos aos mercados internacionais.

“Existe uma oportunidade muito concreta para os produtores portugueses crescerem através do enoturismo e dos mercados internacionais. O nosso objetivo é facilitar esse encontro, colocando frente a frente quem tem uma oferta diferenciadora e quem procura novas experiências para os seus clientes”, afirma Bruno Gomes, responsável pela organização.

A escolha do Alentejo acompanha a valorização do vinho como parte da identidade cultural e turística da região. Em 2026, os 13 municípios do Baixo Alentejo estão associados ao título de Cidade Europeia do Vinho, e foi também formalizada a candidatura da produção tradicional de Vinho de Talha a Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO. Esta prática ancestral, que recorre a talhas de barro, distingue a região e reforça a ligação entre o património vitivinícola, a gastronomia e as experiências turísticas.

Com atividades em Beja e encerramento em Évora, o encontro proporciona aos compradores internacionais um contacto próximo com a diversidade da oferta alentejana e com os projetos que contribuem para afirmar Portugal como destino de enoturismo.

“Quando um ‘buyer’ conhece um produtor, prova os seus vinhos e visita o território onde tudo acontece, passa a ter uma visão muito diferente daquilo que pode oferecer aos seus clientes. É essa experiência que queremos proporcionar no ‘Wine Destination Portugal'”, acrescenta Susanna Tocca, também responsável pela organização.

O potencial económico do setor é estimado em 160 milhões de euros anuais, dos quais cerca de 96 milhões correspondem à venda direta de vinho nas quintas e adegas. A estes valores somam-se as receitas associadas às visitas e experiências, que reforçam a capacidade do enoturismo para diversificar as fontes de rendimento dos produtores e dinamizar os territórios.

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