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Trocaram Deus pelos deuses

Diz a Bíblia, que depois de Moisés ter libertado da escravidão os filhos de Israel levou-os através do deserto, para a terra Prometida.

Durante a longa e árdua viagem, o povo, seguiu-o, e Deus acompanhou-os. Por intermédio de Moisés, Jeové realizou numerosos milagres – sendo o maior de todos a passassem do mar Vermelho.

Mas, ao chegarem ao Sinai ou montes Horeb, como Moisés se demorasse a falar com Deus e a adorá-Lo, pediram a Aarão para construir o “ Bezerro de Oiro”, para adorarem, semelhante ao touro Ápis.

E por que queriam o “Bezerro”?

Porque, como todo o ser humano (que é um animal religioso,) necessitavam de ver, de possuir algo para adorar, já que deixaram de confiar no Deus de Moisés.

Também nós – quando escrevo “ nós”, refiro-me à Civilização Ocidental, dita cristã – depois de termos “saneado” o Deus de Moisés do Lar, do Estado, da Escola, do Parlamento, da Sociedade, andamos em demanda do Seu sucedâneo.

Quais são os sucedâneos de Deus?

São os deuses, os ídolos criados pelo intelecto humano, e alimentados pela mass-media.

Em lugar destacado surge o “Sexo”, que não é um mal, mas pode tornar-se pernicioso para a alma e para o corpo. Depende do uso que se lhe dá.

Segue-se o “Dinheiro”, que sendo um bem – se é racionalmente usado – pode ser um mal. Depende da forma como é ganho e gasto.

Seguem-se “ídolos” menores que o povo – que abandonou o Deus Verdadeiro – busca para poder adorar, na precisão de preencher o vazio em que vive:

O “Estado”, com todos os órgãos e departamentos. Aflitos, viram-se para o governo da nação, na esperança que este consiga resolver preocupações e problemas, que os atormentam, como se o “Estado” tivesse varinha de condão.

Outros “adoram” a Ciência. Julgam que Deus, se existiu, morreu, e a técnica substitui-O

A Medicina está muito adiantada – dizem e com razão, – faz verdadeiros “milagres”, mas não pode, nem sabe resolver todas as enfermidades do corpo, e muito menos as do espírito.

Acreditam, sinceramente, que a tecnologia encontra-se de tal forma desenvolvida que se pode afirmar, sem receio que consegue solucionar todos os problemas. Mas não sabe resolver o flagelo da fome; nem evita calamidades como tremores de terra, furacões, tempestades destruidoras.

Há ainda outros “Bezerros de Oiro”: são deusas menores, de pés de barro, semelhantes ao fogo-de-artifício, que alegra as romarias.

São eles, o “Sucesso”, “ Fama” e a “Ascensão Social”.

Erguem-se; iluminam; encantam; arrastam multidões desvairadas… e morrem.

São “adorados” pelos fãs, que vivem para eles, mas não passam de foguetes de lágrimas: duram momentos…décadas; e caiem no esquecimento, logo que morrem.

Não são os ídolos, por mais que busquem os prazeres, os divertimentos, que encherão de felicidade os corações, mas o Pai, o Criador.

Procura-se, agora, afadigadamente, um deus que não imponha leis, que aceite as ideias e desejos do homem actual, que faça a nossa vontade, e não a Dele, e há até “profetas” que o apregoam.

Mas esse deus não é o de Moisés. Não é o Deus bíblico.

Ao trocar Deus pelos “ídolos”, a humanidade só encontrará: guerras, doenças mentais, violências aterradoras, remorsos e angústias… porque os “ídolos” só lhe dão centelhas de falsa felicidade.

Até quando o Ocidente andará cego?