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O que esperar do Chelsea?

O FC Porto enfrenta o Chelsea em Sevilha para os quartos de final da Liga dos Campeões. O Chelsea vem de uma derrota pesada por 5-2 contra o penúltimo classificado West Brom, o que, juntamente com o quinto lugar que ocupam na tabela, pode ser enganador relativamente à real valia do conjunto dos ‘blues’ na antevisão do encontro com os ‘dragões’.

Esta surpreendente derrota em casa ficou marcada pela expulsão do central do Chelsea Thiago Silva à meia hora, quando os londrinos até venciam por uma bola.

A equipa londrina teve uma época atribulada que levou ao despedimento do treinador Frank Lampard, substituído por Thomas Tuchel. A chegada do treinador alemão teve um enorme impacto no clube. Sob o seu comando a equipa soma 10 vitórias em 15 jogos, tendo eliminado o Atlético de Madrid na ‘Champions’ com vitórias nas duas partidas.

O antigo treinador do PSG recuperou alguns atletas mais experientes que estavam entre os proscritos de Lampard, como Christensen, Rudiger e Marcos Alonso, apostando numa gestão baseada na rotatividade, já tendo utilizado praticamente todo o plantel.

O modelo de jogo utilizado é um 343 que por vezes se transforma num 352 quando conta com a mobilidade de Mason Mount que parte da ala mas opera entre linhas, o abre-latas da equipa que terá de ser alvo de atenção especial dos portistas.

O ponto forte da equipa de Stamford Bridge é a solidez defensiva. Nos 15 jogos comandados por Tuchel a equipa não sofreu golos em 12! Aqui se incluem jogos com Manchester United, Liverpool e ambos os jogos com o Atlético.

Esta solidez defensiva provém sobretudo do trabalho de um duo de meio-campo forte na pressão, que, com Kanté a começar no banco, deverá ser constituído por Jorginho e Kovacic. No setor defensivo Azpilicueta, um lateral tornado central, é o patrão da defesa a 3.

O Chelsea é uma equipa que baseia os seus processos ofensivos na posse de bola e no passe curto, exceção feita a alguns momentos de inspiração de Jorginho, sendo que por vezes os seus ataques se tornam lentos e previsíveis. O avançado Timo Werner parece mesmo enfrentar uma crise de confiança.

A missão do Porto não é de todo impossível. Os ‘dragões’ já conseguiram esta ano manter a baliza fechada quando enfrentaram o Manchester City de Guardiola que preconiza este tipo de futebol, por isso é bem possível que consigam enredar o Chelsea na teia defensiva azul e branca, para depois tentar magoar os londrinos no contra-ataque, possivelmente fazendo uso da velocidade de Marega nas costas de uma defesa algo lenta.

Embora a turma portista não esteja na melhor forma no campeonato, Sérgio Conceição tem sido um treinador bem sucedido na Champions, e depois de terem eliminado a Juventus os ‘dragões’ surgem motivados para esta eliminatória. Um jogo para seguir com toda a atenção.

Jaime Monteiro

 

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