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Companhia aérea TICV em crise

A Transporte Interilhas de Cabo Verde (TICV) vai fazer um despedimento coletivo de algumas dezenas trabalhadores, para permitir a viabilidade da operação, disse à Lusa fonte da companhia aérea, indicando esperar que esse número fique abaixo dos 60. 

Em causa está um despedimento coletivo que no limite, conforme processo iniciado pela empresa, sem realizar voos domésticos desde 16 de maio, poderá levar à extinção de até 60 dos mais de 130 postos de trabalho, em vários departamentos. 

A intenção é cessar os contratos de trabalho a partir do dia 20 de novembro, mas fonte oficial da companhia contactada pela Lusa admitiu que o número final deverá ser inferior ao previsto.

“Esperamos que não sejam tantos, mas uma empresa que não trabalha há quase seis meses não consegue manter 135 postos de trabalho. Precisamos de assegurar a viabilidade da companhia”, indicou a mesma fonte.

A TICV é liderada desde finais de junho pelo grupo BestFly, após a compra de 70% do capital social aos espanhóis da Binter, cabendo os restantes 30% ao Estado cabo-verdiano.

O grupo BestFly assumiu em 17 de maio uma concessão emergencial das ligações aéreas domésticas por seis meses e depois da compra da TICV anunciou que pretendia concentrar naquela companhia os voos interilhas.

Entretanto, o segundo avião do grupo BestFly a operar as ligações domésticas em Cabo Verde chegou em 18 de setembro ao aeroporto da Praia, antecipando essa concentração da operação na companhia TICV para as próximas semanas.

Fonte oficial do grupo confirmou na altura à Lusa que com a chegada desta segunda aeronave ATR72-600 para os voos domésticos será possível concluir o processo de autorização junto da Agência de Aviação Civil (AAC) cabo-verdiana.

Esta segunda aeronave chegou ao arquipélago com a designação comercial “BestFly Cabo Verde by TICV”, para garantir o objetivo de retomar as ligações domésticas da TICV o mais rápido possível.

Questionada anteriormente pela Lusa sobre o futuro da companhia, que opera em Cabo Verde desde 2014, fonte da empresa garantiu que “a TICV como empresa tem desta forma assegurada a sua continuidade” e que a prioridade neste momento é a sua reativação.

Assegurou ainda que a companhia pretende manter “o maior número de postos de trabalho possível” da TICV, mas “sem colocar em causa a continuidade e a sustentabilidade” da companhia, admitindo que poderão existir “reajustes” ao nível do pessoal.