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Brevemente um quilo pode não pesar a mesma coisa

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O Comité Internacional de Pesos e Medidas vai reunir-se na próxima semana para repensar a unidade científica quilo. A mudança acontece depois da medida ter revelado um desvio de 50 microgramas no padrão estabelecido internacionalmente há 129 anos, segundo o Diário de Notícias.

Ficou convencionado, no final da Revolução Francesa (século XVIII), que um quilograma representaria a massa de um decímetro cúbico de água destilada a 3,98 graus, que é a temperatura em que a água tem maior densidade numa atmosfera de pressão normal. Em 1875, o significado do quilograma passou além-fronteiras durante a Convenção do Metro, que aconteceu em Paris. Ali foi criado o Comité Internacional de Pesos e Medidas, composto por 18 membros, com o objetivo de garantir a uniformidade das unidades de medida.

Mais tarde, em 1889, surgiu a necessidade de concretizar fisicamente esta medida, num formato mais simples de reproduzir. Foi assim que nasceu o Grande Quilo, um cilindro com uma altura e um diâmetro de 39 milímetros construído 90% em platina e 10% em irídio, que representava a unidade. Foram ainda feitas 40 réplicas, cujo peso, com a passagem do tempo, se desviou do protótipo original guardado em Paris, existindo até variações entre as diferentes réplicas.

Agora, o quilo passará a ser uma medida universal desprovida de uma unidade física que a defina. O valor continuará a ser o mesmo, mas é calculado a partir da “constante de Planck”, que tem um papel fundamental na física quântica. Esta mudança, que entrará em vigor a partir de abril de 2019, não afetará a utilização quotidiana da medida, apenas a abordagem científica.

Na reunião do Comité Internacional de Pesos e Medidas, agendada para a semana, vão ainda ser revistas por representantes de 57 países outras unidades:o ampere (medida da corrente elétrica), o kelvin (medida da temperatura) e o mol (medida da quantidade de substância).