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Estudante português vence prémio de moda britânico

Um antigo campeão nacional de ginástica acrobática português ganhou na quarta-feira um prémio de design de moda, no âmbito dos Prémios de Vestuário Profissional britânicos, nos quais esteve representada a indústria portuguesa.

Filipe Santana, atualmente no segundo ano do curso de Design de Moda da Faculdade de Arquitectura em Lisboa, foi distinguido com o prémio PCA VISION Contest YKK Award 2018 para estudantes.

O projeto vencedor foi um conjunto de calças, casaco e polo para instrutor de desporto, com diversas inovações ao nível do uso de fechos para adaptar as peças a diferentes atividades do dia.

“Como fui atleta de alta competição, já conhecia o trabalho dos treinadores e o ambiente de trabalho, mas fiz entrevistas a colegas para conhecer as suas necessidades e para ter um projeto mais completo”, disse Filipe Santana à agência Lusa.

O vestuário desportivo é uma vertente em crescimento no segmento do vestuário profissional, que abrange desde uniformes de estudantes a roupa especializada de bombeiros ou fardas de tripulantes de avião.

Um evento anual que reconhece e celebra as mais recentes inovações e sucessos da indústria, os Prémios de Vestuário Profissional foram patrocinados pela segunda vez consecutiva pela Associação Portuguesa das Indústrias de Vestuário e Confeção (ANIVEC), Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes, Artigos de Pele e seus Sucedâneos (APICCAPS) e Centro de Inteligência Têxtil (CENIT) e também pela empresa Calvelex.

Na sala da cerimónia, que se realizou na quarta-feira à noite num hotel em Londres, encontravam-se expostas peças de várias empresas portuguesas, nomeadamente a Calvelex, Damel, Axfilia, Carité, Trotinete, To Work For, LMA e Lameirinho, em parceria com a Moda Lisboa.

Para Maria José Machado, fundadora da Axfilia, esta foi uma oportunidade para mostrar algumas peças de tecnologia avançada, com material anti estático, anti fogo, anti corte e repelente de água.

“O Reino Unido é um mercado muito vanguardista na aplicação de normas e nós queremos vender cada vez mais”, afirmou à agência Lusa a responsável desta empresa com cinco anos de existência e 700 mil euros de volume de negócios.

A Carité apresentou um sapato de segurança, uma estreia para uma empresa que produz sobretudo calçado para outras marcas, mas que fatura anualmente 30 milhões de euros.

“A vantagem deste segmento de sapatos profissionais é que não tem sazonalidade”, referiu o diretor comercial, Pedro Ramos.

A participação na exposição com dois casacos, um militar e outro de bagageiro, faz parte do esforço da Trotinete na internacionalização, que quer aumentar de 5% para 20% em 2018.

Especialista em fardas para escolas, no ano passado a empresa com volume de negócios de dois milhões de euros esteve neste presente neste evento e fechou um contrato, mas para a vertente de moda, adiantou a diretora de produção, Ana Santos.

Um relatório da Frost & Sullivan sobre o vestuário profissional estimava que, em 2009, o mercado britânico movimentava 640 milhões de euros e representava 19% do total da Europa ocidental.

César Augusto, presidente da ANIVEC e da Calvelex, afirmou que a este patrocínio dos Prémios visa promover a indústria portuguesa do setor têxtil e do calçado como oferecendo “alta qualidade, a curto prazo e preços competitivos”.

A Calvelex foi distinguida na quarta-feira também pelo “longo serviço para a indústria têxtil”.