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Vice-versa

A hemorragia dos teus desejos
eclipsou-se sob o azul anil irrisório
do tempo que se passa
e contra do qual não podemos nada.
Ser ou não ser
eis é a questão sinusoidal
do anacoreta hipocondríaco.

(Refrão 1x)
Mas tu dizes,
(Coro:) mas tu dizes,
que a felicidade é irredutível.
E eu digo,
(Coro:) e ele diz,
que a tua esperança não é tão desesperada
na condição de analisares
que o absoluto não deve ser aniquilado
pela ilusória precariedade
dos nossos amores destituídos.
E vice-versa.

Tu tens que chegarás
a laminar os teus rancores dialéticos
mesmo se eu estou cão-
-vencido que é muito difícil.
Mas como eu, diz-te a ti mesmo
que é muito mais melhor
erradicar os tentáculos da derrelição
e tudo se tornará claro.

(Refrão 1x)
Mas tu dizes,
(Coro:) mas tu dizes,
que a felicidade é irredutível.
E eu digo,
(Coro:) e ele diz,
que a tua esperança não é tão desesperada
na condição de analisares
que o absoluto não deve ser aniquilado
pela ilusória precariedade
dos nossos amores destituídos.
E vice-versa.

(Rap)
De onde viemos?
Para onde vamos?
Ignoro de o saber.
Mas o que não ignoro de o saber
é que a felicidade está a dois dedos dos teus pés
e que a simplicidade reside na alcova
azul, amarela, roxa e insuspeita
dos nossos devaneios
púrpuros e azuis e amarelos e …
púrpuros
e parabólicos.
E vice-versa.

(Refrão 1x)
Mas tu dizes,
(Coro:) mas tu dizes,
que a felicidade é irredutível.
E eu digo,
(Coro:) e ele diz,
que a tua esperança não é tão desesperada
na condição de analisares
que o absoluto não deve ser aniquilado
pela ilusória precariedade
dos nossos amores
e que não deves caucionar
a irrealidade
sob as asperezas ausentes
e desencantadas
dos nossos pensamentos
iconoclastas e desoxidados
pelos nossos desejos excomungados
da fatalidade
destituída.
E vice-versa.

Canção da autoria do trio de humoristas francês “Les Inconnus” (1992), tentativa de tradução de José Luís Correia

Vice Et Versa

L’hémorragie de tes désirs
S’est éclipsée sous l’azur bleu dérisoire
Du temps qui se passe
Contre duquel on ne peut rien

Être ou ne pas être
Telle est la question sinusoïdale
De l’anachorète
Hypocondriaque

Mais tu dis (mais tu dis)
Que le bonheur est irréductible
Et je dis (et il dit)
Que ton espoir n’est pas si désespéré
A condition d’analyser
Que l’absolu ne doit pas être annihilé

Par l’illusoire précarité
De nos amours
Destituées
Et vice et versa

Il faut que tu arriveras
A laminer tes rancœurs dialectiques
Même si je suis con…
… vaincu que c’est très difficile

Mais comme moi, dis-toi
Qu’il est tellement plus mieux
D’éradiquer les tentacules de la déréliction
Et tout deviendra clair

Mais tu dis (mais tu dis)
Que le bonheur est irréductible
Et je dis (et il dit)

Que ton espoir n’est pas si désespéré
A condition d’analyser
Que l’absolu ne doit pas être annihilé
Par l’illusoire précarité
De nos amours
Destituées
Et vice et versa

Où allons nous?
D’où venons nous?
J’ignore de le savoir
Mais ce que je n’ignore pas de le savoir
C’est que le bonheur
Est à deux doigts de tes pieds
Et que la simplicité réside dans l’alcôve
Bleue, jaune, mauve et insoupçonnée
De nos rêveries
Mauves et bleues et jaunes et pourpres
Et paraboliques
Et vice et versa

Mais tu dis (mais tu dis)
Que le bonheur est irréductible
Et je dis (et il dit)
Que ton espoir n’est pas si désespéré
A condition d’analyser
Que l’absolu ne doit pas être annihilé
Par l’illusoire précarité
De nos amours
Et qu’il ne faut pas cautionner
L’irréalité
Sous des aspérités absentes
Et désenchantées
De nos pensées iconoclastes
Et désoxydées
Par nos désirs excommuniés
De la fatalité
Destituée
Et vice et versa.

Chanson du trio de humoristes français “Les Inconnus” (1992)

Esta publicação é da responsabilidade exclusiva do seu autor.