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Um português que “brilha” na relojoaria suíça

No ano de 1985 Paulo Calçada chegava à sua nova morada suíça. Nesse ano trabalhou nas vindimas em Neuchâtel e quando terminou o trabalho sazonal, empregou-se na construção civil. O trabalho duro e o clima severo motivaram-no a procurar novo emprego e encontrou-o numa fábrica de polimento de peças para relógios, revela o site SwissInfo em entrevista ao português.

Durante dez anos esteve lá empregado mas decidiu arriscar e começar por conta própria no ano 2000. Hoje, tem a sua fábrica em Le Locle e trabalha para marcas conceituadas suíças da relojoaria internacional, assegurando o polimento de elementos dos relógios, dando assim brilho às melhores marcas suíças.

Em 2008, constituiu a empresa como sociedade anónima e adquiriu o espaço onde ainda está instalada a fábrica Calçada SA, em Le Locle. Essa região suíça é o centro de marcas como Mont Blanc, Tissot, Tag Heuer, entre outras. “Não tive necessidade de ter uma imagem suíça, porque os clientes sabem que a mão-de-obra portuguesa é excelente. Felizmente, apenas trabalhamos para grandes marcas e estamos bem cotados no mercado suíço”.

Na fábrica, são polidos diversos componentes metálicos dos relógios: fechos, braceletes, caixas dos relógios, entre outras. Para além disso, fazem acabamentos específicos que cada marca exigente, como relevos e gravações. A primeira fase é a preparação das peças que chegam em bruto da fábrica, e aí usam algumas máquinas automatizadas. Na fase de acabamento, utilizam máquinas de polir que ainda dependem da interação humana, “ainda trabalhamos com uma clientela que valoriza o polimento manual”, e, neste caso, a diferença da qualidade do trabalho é a mão humana.