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Sobre a ecologia

Durante muito tempo achei imensa coisa acerca da ecologia e essencialmente sobre os ecologistas, ou melhor, sobre aqueles que se arrogam serem os proprietários e polícias do planeta.

Mas de facto temos, e quando digo temos digo a humanidade, que fazer qualquer coisa nomeadamente em relação ao plástico abandonado, deitado ao mar, desperdiçado que começa a intoxicar os oceanos, as ruas, e está provado que não é por um Governo colocar uma taxa de 0,10€ a cada saco de plástico que vamos combater esse flagelo. O melhor mesmo é proibirem-se sacos de plástico porque existem alternativas. E acho que também é essencial apurar qual a origem das ilhas de plástico nos oceanos, apesar de todos nós sabermos onde está a origem. E a origem está em países que acham que a poluição, a reciclagem, a reutilização e outras coisas, não é assunto deles.

Não sei se é do facto do mundo ser cada vez mais pequeno, a informação circula de forma vertiginosa, mas estão-nos sempre a surgir notícias que “é maior seca desde há cem anos”, ou “a maior vaga de calor dos últimos cinquenta anos”, ou “o furação mais devastador dos últimos quarenta anos”, entre outras notícias que para de nos informarem do que se passa agora, também nos dão a conhecer há 100, 50 ou 40 anos foi pior. O que é diferente, é que ultimamente estão a surgir uma avalanche de records que me levam a crer que estamos perante mudanças climatéricas.

Mudanças climáticas e ciclos existiram sempre na Terra, e até o Saara já foi um oásis e havia glaciares em Portugal. E se reportarmos às causas, normalmente são causadas pela própria natureza em funcionamento sabendo que um vulcão em erupção polui muito mais do que muitas pequenas nações industriais juntas.

Porém, e tendo em conta que o planeta sempre viveu num equilíbrio instável, imaginemos que esse equilíbrio se traduz por dois pratos de uma balança, e que uma pequena intervenção num dos pratos, pode desequilibrar todo um sistema que anteriormente era auto-sustentável.

Eu acho que é uma questão que nos afecta e interessa a todos, e que teremos que penalizar quem polui, mas essencialmente encontrar as tais soluções de equilíbrio. E devo dizer que isso não pode ser só uma questão de ecologistas ou de lobbies, mas essencialmente de pessoas normais.

E o grande desafio é tentar saber como poderemos continuar a ter qualidade de vida e às vezes cometer alguns excessos, sem ter que legar às gerações vindouras um planeta em segunda mão e a precisar de ir para a sucata.