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Senso comum

É de senso comum que não faz nenhum sentido, que um congresso do CDS que estatutariamente seria realizado em Janeiro de 2022 sem qualquer polémica, tenha sido antecipado para os dias 27 e 28 de Novembro, data para as qual o partido Chega já tinha o respectivo Congresso agendado.

Num dos momentos políticos e mediáticos mais importantes para a vida de qualquer partido, quando o CDS deveria estar a falar para o país sozinho, debatendo e transmitindo as nossas mensagens e marcas, a direção decidiu partilhar o palco com o André Ventura e o Chega, de que só nos poderíamos querer separar e distinguir, por todas as óbvias razões.

Seria difícil imaginar maior absurdo do ponto de vista político, uma espécie de crime de lesa-partido.

Isto só acontece porque como confessado por quem terei como adversário, “a partir deste momento acabou o país, o que importa é ganhar o Congresso”.

Da minha parte, pelo contrário, devo dizer que o modo como pretendo ganhar o Congresso, tem tudo a ver com a forma como o CDS deve querer conquistar o País: com valores e com princípios. Temos de praticar dentro, o que dizemos ser importante fora.
Toda a pressa, com violação de regras regimentais, tem uma única razão de ser: impedir-me de dar a volta ao país, falando com militantes e estruturas de Norte a Sul no continente, nos Açores e na Madeira.

Devo dizer que só reforçam a minha determinação e a nossa motivação.

Gostava de transmitir uma garantia e de fazer um pedido.

A garantia é a de que não tenho qualquer intenção de refazer frisos do passado. A minha candidatura parte do pressuposto de que num momento em que o CDS está tão fragilizado e dividido, no dia seguinte ao Congresso serão precisos todos para reerguer o partido. Tenciono contar com pessoas de todas as tendência e facções. Interessa-me juntar os mais capazes e esses não são definidos por barricadas.

A cada rosto com talento com que contamos já, quero juntar novos quadros, homens e mulheres que renovarão o CDS na base do único critério que me faz sentido: o mérito.
Já o pedido é este: nos próximos tempos assistiremos a muitos ataques pessoais, perfis falsos em redes sociais, excessos de linguagem absolutamente desnecessários.
Peço a todos quantos me apoiem neste caminho, que recusem responder no mesmo tom ou usar conduta parecida.

Temos de nos distinguir também pelo modo como nos comportamos, porque da forma como nos comportamos e reagimos decorrerá necessariamente a avaliação que Portugal – que queremos convencer em relação ao CDS no futuro – fará do partido e aos seus protagonistas.

Elevação na linguagem e um comportamento sereno e adulto, serão uma marca que quero fundamental deste projecto.

Queremos unir. E vencendo, no dia seguinte teremos de juntar todas as fracturas, sarar feridas e contar com todos, para termos alguma possibilidade de reerguer o CDS e reconquistar Portugal.

Estamos juntos. É tempo de Construir.

Nuno Melo

 

Esta publicação é da responsabilidade exclusiva do seu autor.