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Se for ósculos ou amplexos pode ser?

A criança deve ter o direito de optar por beijar, de proceder de modo diferente de pessoa para pessoa, no momento, na hora, no dia que entender – apenas seja determinante que não seja lambuzada, que não haja aproximação inusitada.

Um beijo na testa, na cabecita e até no pezito, a mim o que me interessa é o afecto, a deposição da ternura que a criança me merece e de acordo com o seu desenvolvimento.

De resto, logo, ou hoje ou amanhã, pode beijar – cumprimentar – penso que é esta a fértil questão -, com a intensidade que quiser, seja avó, avô – não tem que beijar, que agir de modo tradicional.

E eu, pessoa, tenho que respeitar totalmente a sua receptividade, a sua vontade. Como adulto que sou, estou em posição dominante, de ensino, de exemplo, num procedimento pedagógico, tenho que estar receptivo à sua disposição – à sua vontade.

Trata-se de afectos. Como afectos que são, deixo que a criança extravase o afecto que tem ou deixa de ter por mim.

O facto de eu ser quem quer que seja, tenho que me sujeitar ao seu afecto, ao extravasar o que e quando tem para comigo. Nem tenho que me incomodar se com a pessoa que está a meu lado ela é mais ou menos efusiva.

Logo ou amanhã pode ser mais expressiva.

Pai algum jamais deixe de se preocupar e de ensinar – nunca pressionar – a criança para se expressar desta ou daquela forma. Deve educar a criança para tudo o mais, mas aqui, a ser delicada, graciosa – nada mais que isso porque se repercutirá em todo o seu desenvolvimento, crescimento, por aí acima.

Cientes que é nessa fase que está a colher, a absorver tudo aquilo que vai ser no futuro, passível de tantos outros factores e motivos, porque faz exactamente parte do crescimento, porque está a crescer. E crescer, cresce todos os dias – todos os instantes.

Agora ser radical pró ou contra, quer-me parecer que é um assunto que não é notícia, não deve ser motivo alarmista e preocupante para toda uma sociedade, todo um país, como se nada mais haja para concentrar as nossas atenções. Desviar atenções do fundamental, daquilo que nos interessa, para além de questões individuais como são os ósculos ou os amplexos, é pungente, é estéril.

(Não pratico deliberadamente o chamado Acordo Ortográfico)