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Português desaparecido na Suíça: família desesperada coloca todas as hipóteses

Foi há mais de um mês que Paulo Pinho Oliveira, português a viver na Suíça, natural de Travanca, concelho da Feira, está desaparecido.

Foi visto pela última vez no dia 29 de julho, pelas 17h20, depois de comprar duas garrafas de água. Ao Diário da Feira a polícia de Friburgo confirmou estar a investigar o caso, mas para a família as hipóteses de o encontrarem com vida são cada vez mais remotas.

Vera Oliveira, irmã de Paulo Oliveira, contou ao jornal feirense do desespero da família e trinta dias depois e com várias suspeitas eliminadas, a possibilidade de rapto para tráfego de órgãos torna-se na hipótese mais plausível, face a uma ausência total de pistas e a um desaparecimento cujo alerta foi dado no espaço de três horas.

Paulo Oliveira foi visto pela última vez às 17h20 — às 21h00 a polícia já se encontrava no local e à sua procura — tudo indicava que estava perdido nas montanhas. “A última imagem dele foi às 17h20 e o alerta foi dado por volta das 21h00, quando a polícia de Friburgo, encontrou o carro onde a minha cunhada disse que estaria. Começaram logo à procura, com o pensamento que ele estivesse perdido”, explica Vera ao relatar uma ausência total de pistas. “O que mais surpreende é que não se esperou pelas 24 horas e num espaço de três horas um homem, de 42 anos, desaparece do nada como se fosse levado da terra para o céu. Nunca encontramos nada. Não há sequer vestígios de roupa, sangue, ou dos objetos que levava, incluindo as duas garrafas de água que tinha comprado depois de estacionar o carro”.

Outros fatores pesam no mistério que envolve o desaparecimento de Paulo: “ele tem experiência e conhecia muito bem a zona – mora a 5 km do local; o local onde ele desapareceu não é uma área deserta, se precisasse de ajuda há muitas casas de agricultores por perto; em três horas e a pé ele não há como conseguir percorrer os 17 km das montanhas; os cães da polícia também não detetaram a presença do meu irmão e a polícia confirmou que a certa altura do trajeto que ele estava a fazer o sinal de GPS do relógio e do telemóvel que usava desaparecem por completo”.

A irmã de Paulo Oliveira confirma também que a polícia de Friburgo nunca poupou esforços ou meios durante mais de uma semana de buscas e à disposição estiveram sempre: helicópteros, cães, alpinistas, montanheiros e uma multidão a auxiliar as buscas, chegou-se inclusive a drenar dois lagos, com receio que Paulo se tivesse afogado.

Descartada a hipótese de Paulo estar perdido nas montanhas, o seu desaparecimento ganhou novos contornos. A polícia de Friburgo virou as atenções para a família e todos foram formalmente inquiridos no âmbito do processo. Confiscaram telemóveis e computadores, percorreram todas as redes sociais que pudessem conter informações pessoais da vítima ou relacionadas com o desaparecimento e colocaram telefones sob escuta.

“A polícia não deixou a minha cunhada sair de casa, ela foi investigada, tiraram todos os computadores e telemóveis porque o primeiro suspeito era ela. Viram também as redes sociais, mas a única coisa que encontraram foi informação de percursos”. Vera, acrescenta, que “se há pessoa desesperada é ela, sofre de epilepsia, tem muitas restrições no uso de anti-depressivos e está de rastos”.

Vera confirma que não há documentos, nem dinheiros desaparecidos. Tudo permanece como o “Paulo deixou” e o histórico das contas bancárias não tem movimentações estranhas. Se a esta informação, juntarmos uma personalidade amigável e uma vida tranquila, tona-se difícil aceitar a teoria de uma fuga, vida dupla ou acerto de contas. “Ele é uma pessoa completamente normal e uma pessoa cinco estrelas. Sei que a minha opinião é duvidosa porque é meu irmão, mas tenho a certeza de que não tinha inimigos. Era uma pessoa calma e bondosa, não tinha problemas, levava uma vida tranquila e comum – depois do trabalho levava o filho aos treinos e fazia os seus trails”. Vera e a família de Paulo, estão convictos que o desaparecimento do irmão “tem mão de outras pessoas, alguém o magoou e levou talvez para tráfico de órgãos?“