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Portugal quer mais vacinas para África

O primeiro-ministro, António Costa, revelou ter defendido, durante uma nova videoconferência de líderes da União Europeia consagrada ao combate à covid-19, a aceleração da vacinação e a partilha de vacinas, “em especial com África”.

“No primeiro dia do Conselho Europeu, sublinhei a importância de, a par da recuperação, acelerar a vacinação. Os contratos de distribuição de vacinas devem ser cumpridos e necessitamos de reforçar a capacidade de produção, distribuição e autorização de vacinas na UE”, indicou, na primeira de três publicações na sua conta oficial na rede social Twitter sobre a cimeira.

O chefe de Governo e presidente em exercício do Conselho da União Europeia neste primeiro semestre do ano, acrescentou que, “ao mesmo tempo, a solidariedade internacional na partilha de vacinas, em especial com África é essencial” para que seja possível erradicar o vírus.

Por fim, António Costa considerou também “vital assegurar o regular funcionamento do mercado interno, através de uma ação coordenada nas fronteiras e garantindo corredores verdes e os direitos dos trabalhadores transfronteiriços”.

O primeiro-ministro, que apenas prestará declarações à imprensa no segundo dia de trabalhos do Conselho Europeu – uma cimeira virtual dedicada a temas de política de segurança e defesa, e à vizinhança a sul –, participou na reunião de líderes desde o Centro Cultural de Belém, em Lisboa, ‘quartel-general’ da presidência portuguesa do Conselho da UE.

Nas conclusões hoje adotadas pelos líderes da UE relativamente à pandemia da covid-19, os 27 assumem que “a situação epidemiológica continua a ser grave e as novas variantes representam desafios adicionais”, pelo que é necessário “manter restrições rigorosas, intensificando simultaneamente os esforços para acelerar o fornecimento de vacinas”.

“A vacinação já está em marcha em todos os Estados¬ Membros e, graças à nossa estratégia para as vacinas, todos têm acesso às vacinas. Apesar disso, temos de acelerar urgentemente a autorização, a produção e a distribuição de vacinas, bem como a vacinação. Precisamos também de reforçar a nossa capacidade de vigilância e deteção a fim de identificar as variantes o mais cedo possível, de modo a controlar a sua propagação”, lê-se nas conclusões adotadas.

O Conselho Europeu diz então apoiar “os esforços adicionais por parte da Comissão para trabalhar com a indústria e os Estados¬ Membros no sentido de aumentar a atual capacidade de produção de vacinas, bem como de adaptar as vacinas às novas variantes, consoante necessário”.

“Apoiamos igualmente os esforços que a Comissão tem vindo a desenvolver no sentido de acelerar a disponibilidade de matérias¬ primas, facilitar a celebração de acordos entre fabricantes em todas as cadeias de abastecimento, examinar as instalações existentes para ajudar a aumentar a produção na UE e reforçar os esforços em matéria de investigação e desenvolvimento”, acrescentam os líderes.

Os 27 também reafirmam a sua “solidariedade para com os países terceiros” e dizem-se “empenhados em melhorar o acesso dos grupos prioritários a vacinas”, nos países vizinhos e não só.