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Portugal acompanha de perto emigrantes na Etiópia

O Governo português está a seguir com “muita atenção e preocupação” a situação na Etiópia, numa altura em que os combates entre o exército federal e forças insurgentes do norte do país se aproximam da capital, Adis Abeba.

“O Ministério dos Negócios Estrangeiros segue com muita atenção e preocupação a evolução da situação na Etiópia, tendo designadamente em consideração as condições de segurança do pessoal afeto à nossa missão diplomática nesse país e junto da União Africana, assim como da vintena de cidadãos portugueses aí residentes”, informou o gabinete de Augusto Santos Silva numa nota enviada à Lusa.

A embaixada de Portugal em Adis Abeba “está em contacto permanente” com estes compatriotas e “foram tomadas medidas no sentido de assegurar-lhes o apoio devido, se a situação assim o exigir”, acrescentou o ministério.

O Governo revelou ainda estar “em articulação estreita, no terreno, com os demais Estados-membros da União Europeia e com as organizações internacionais” e que o ministro de Estado e Negócios Estrangeiros “acompanha pessoalmente este processo, em ligação direta” com a embaixada portuguesa em Adis Abeba.

As Nações Unidas começaram a retirar da Etiópia as famílias do seu pessoal internacional aí deslocado, processo que deverá ficar hoje concluído, e capitais europeias como Paris e Dublin apelaram aos seus nacionais para deixarem o país “sem demora”, numa altura em que os combates se aproximam da capital, Adis Abeba.

O primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, Prémio Nobel da Paz de 2019, deu ordem ao exército federal em 04 de novembro de 2020 para invadir o Tigray e expulsar as autoridades locais da Frente de Libertação do Povo Tigray (TPLF, na sigla em inglês), que há meses desafiavam a sua autoridade, e que o chefe de Governo acusou na altura de atacarem bases militares federais naquele estado, argumento que justificou a invasão.

Abiy declarou a vitória três semanas mais tarde após a captura da capital regional, Mekele. Em junho último, porém, o exército estadual afeto à TPLF retomou a maior parte da região e continuou a sua ofensiva nos estados vizinhos de Amhara e Afar.

No final de outubro, a TPLF afirmou ter tomado duas cidades-chave em Amhara, o que o Governo etíope negou.

A TPLF, aliou-se entretanto à Frente de Libertação Oromo (OLF, na sigla em inglês) – formação opositora do regime de Abiy Ahmed, que também pegou em armas e afirmou esta semana estar em Shewa Robit, a 220 quilómetros a nordeste de Adis Abeba.