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Novo estádio do Real Madrid vai ter mão portuguesa

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A Martifer Metallic Constructions, empresa de Oliveira de Frades, ganhou uma empreitada para a construção de 50 por cento da cobertura do novo Estádio Santiago Bernabéu, do Real Madrid, uma sofisticada cobertura móvel que permite controlar a entrada de luz solar no estádio e a utilização do espaço interior em qualquer condição climatérica. A empresa lusa começou a obra em abril deste ano e tem conclusão prevista para o final de 2023.

O “antigo” Santiago Bernabéu, de 1947, faz 75 anos, mas vai ficar irreconhecível quando terminarem todas as obras previstas. Emergindo como uma “espécie de nave espacial gigante na capital espanhola”, o estádio ficará revestido com uma “carapaça” moderna, de design alemão, que esconderá o betão, até aqui exposto a olho nu, e permitirá projetar vídeos gigantes no exterior.

Os trabalhos têm uma previsão de custo total de 800 milhões de euros e vão permitir receber eventos cobertos com capacidade para 85 mil pessoas, segundo Florentino Pérez, presidente dos atuais campeões europeus de futebol. O objetivo do Real Madrid é transformar a histórica infraestrutura no “melhor estádio do mundo e no maior complexo desportivo jamais erguido por um clube de futebol”.

A Martifer, empresa que tem sede no distrito de Viseu e está vocacionada para a área da construção metálica, ganhou o contrato para a execução e montagem de 2.200 módulos para a cobertura sul e oeste do futuro Estádio Santiago Bernabéu, ficando os restantes 50 por cento da cobertura do recinto a cargo da empresa espanhola Proinller.

A empresa tem cerca de 1.400 trabalhadores e iniciou a atividade em 1990 em Oliveira de Frades.

Atualmente, a Martifer trabalha em obras no Aeroporto Marselha-Provence (França), na Gare de Mons (Bélgica), no Estádio Félix Houphouet Boigny, em Abidjan (Costa do Marfim), e em Portugal, na “Infinity Tower” lisboeta.

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