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Henrique Chaves vence 6 Horas de Fuji na sua categoria

O português Henrique Chaves (Aston Martin) venceu este domingo a categoria GTE Pra-Am nas 6 horas de Fuji, no Japão, quinta e penúltima prova do Campeonato do Mundo de Resistência (WEC).

Henrique Chaves, que faz equipa com o britânico Bem Keating e o dinamarquês Marco Sorensen, gastou 6:02.43,276 horas para cumprir 213 voltas, deixando os segundos classificados, da Iron Dames, a uma volta. A equipa D’Station Racing foi terceira classificada, também a uma volta da equipa do português.

“Foi muito positivo termos arrancado da ‘pole position’, dado que dá sempre alguma vantagem. O Ben realizou dois ‘stints’ fantásticos, mas, fruto das estratégias divergentes, descemos para o quarto lugar. Contudo, quando tudo se equilibrou, ficámos naturalmente no comando”, disse o piloto de Torres Vedras. 

O piloto luso, que falhou a primeira prova da temporada e, por isso, se vê já arredado da possibilidade de lutar pelo título de pilotos, espera ainda subir ao segundo posto do campeonato.

“Subi ao terceiro lugar da classificação e existe a possibilidade de conquistar o segundo lugar, o que seria fantástico. Mas, vamos trabalhar para que o Ben e o Marco conquistem o título”, concluiu Henrique Chaves.

A prova foi conquistada pelo Toyota do japonês Ryo Hirakawa, do neozelandês Brendon Hartley e do suíço Sébastien Buémi, que deixou o outro Toyota oficial, do japonês Kamui Kobayashi, do argentino José Maria Lopez e do britânico Mike Conway, a 1.08,282 minutos.

O Alpine do brasileiro André Negrão e dos franceses Nicolas Lapierre e Matthieu Vaxiviere foi terceiro, a duas voltas.

Na segunda categoria mais importante, a LMP2, o português António Félix da Costa (Jota) foi segundo classificado, a uma volta do vencedor, o carro da WRT do indonésio Sean Gelael, do neerlandês Robin Frijns e do belga Dries Vanthoor. O outro Jota, do dinamarquês Oliver Rasmussen, do britânico Edward Jones e do sul-africano Jonathan Aberdein, foi terceiro.

“Um excelente fim de semana para nós enquanto equipa. Fiz a ‘pole’, o que é sempre especial num campeonato tão competitivo como o WEC e, na corrida, fizemos uma gestão perfeita. A equipa esteve brilhante na estratégia, nós pilotos também muito bem, sem cometermos qualquer erro e este segundo lugar é muito importante para as contas do campeonato”, frisou Félix da Costa.

O piloto luso segurou a liderança do campeonato, com 28 pontos de vantagem, quando falta apenas disputar uma prova, as 8 Horas do Bahrain, ou seja, 38 pontos ainda em disputa.

“Vamos para o Bahrain com uma boa margem, mas não podemos facilitar. Vamos entrar em pista focados em alcançar o melhor resultado e conquistar o título Mundial, que é o nosso grande objetivo enquanto equipa. Está perto, mas ainda falta uma longa corrida de 8 horas”, concluiu Félix da Costa.

Já Filipe Albquerque (United Autosports), foi sétimo classificado da LMP2.

“Infelizmente, não tivemos o andamento esperado. Não é uma pista que se ajuste ao nosso carro e sofremos bastante com o nível de performance. Temos de avaliar tudo o que aconteceu. No início da corrida, com a temperatura mais quente, foi manifestamente complicado e foi melhorando mais para o final. Mas, já nada havia a fazer. Foi a primeira vez que não fomos competitivos e isso é frustrante”, lamentou Filipe Albuquerque.

As 8 Horas do Bahrain decorrem em 08 e 09 de novembro.

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