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“Combustão” e Repérages” no Camões-Luxemburgo

O Centro Cultural Português no Luxemburgo acolhe esta segunda-feira, 21 de junho, uma dupla performance de Andresa Soares e de Vânia Trovisco.

“Combustão” é o nome da proposta de Andresa Soares, enquanto que Vânia Trovisco apresenta “Repérages”.

Andresa Soares é coreógrafa, bailarina e actriz, reside e trabalha em Lisboa. A sua formação dividiu-se entre as artes plásticas e a dança e, desde cedo, inicia a sua actividade como criadora nas artes performativas tendo até então realizado mais de 20 criações. Em 2002  funda a Máquina Agradável que co-dirigiu com Lígia Soares até 2014.

O seu trabalho tem cruzado várias áreas artísticas procurando atravessar livremente o uso da palavra, do movimento, da imagem, do som, da presença do público ou a consciente anulação de uma destas partes utilizando o constrangimento como a demanda que a formulação do projecto motiva. Nos seus trabalhos faz também a criação dos textos que os integram.

Como criadora na área das artes performativas salienta: “Iscas de Peixe-piça – um tratado sobre o erotismo”; “Era uma coisa mesmo muito abstracta” com música de João Lucas; encenação de “Estados Eróticos Imediatos de Soeren Kierkegaard”; co-criação com Ricardo Jacinto de “In a rear room – um tributo”; direcção artística de “Problema Técnico”, “Uma Estadia de 50Min”, “O Esplêndido”, “Os Mal Sentidos”, “Vala Comum”, “3 Performances Para Microfone + Micro-Seres”, “I’d Rather Not” e “Sujeito”.

Como intérprete trabalhou com José Laginha, Luís Castro, Nuno M. Cardoso, Ricardo Aibéo, Michel Simonot, Vera Mantero, Sílvia Pinto Coelho, Maria Ramos, BLITZ – Theatre Group entre outros e participou em alguns filmes e curtas-metragens. Leccionou vários workshops de dança e composição coreográfica.

Fez a realização de vários vídeos para espectáculos. Pontualmente trabalha como directora de arte ou assistente de decoração em cinema onde colaborou com realizadores como Miguel Gomes, João Nicolau e João Pedro Rodrigues.

O seu trabalho tem sido apresentado em Portugal, Alemanha, França, Espanha e Brasil. Atualmente integra, juntamente com outros sete artistas, o colectivo Apneia Colectiva, fundado em 2019.

Vânia Rovisco, define-se desde 2008 como artista visual performativa. Tirou o curso para interpretes no Fórum Dança (1998 – 2000). De 2001 a 2007 integrou na companhia Meg Stuart/ Damaged Goods, onde co-criou e interpretou nas peças “Alibi” (com tournée na Europa, América do Norte, Canada e Austrália), “Visitors Only” (Europa), “Replacement” (Europa) e “It’s not funny” (Europa) e nos projectos de improvisação “Revisited” (Gent, Bélgica), “Impressions” (Istambul, Turquia) e “Auf den Tisch”, apresentado em Nova Iorque no Festival de artes performativas Performa. Desde 2003 faz direcção de movimento de várias peças de teatro:  “Al Berto” de João Brites; “A Mãe” de Gonçalo Amorim (considerada pela crítica uma das dez melhores peças de teatro em 2009); “Peça Alter Nativa ” de António Simão, interpretada por crianças entre outros.

Entre 2006 até o finais de 2011 reside em Berlim, trabalhou com artistas da vanguarda: músico Gordon Monahan no seu “Gordon Monahan and Theremin in the Rain Concert Performance”, apresentado na prestigiada galeria de arte contemporânea National Hamburger Bahnhof Gallery; com o músico Jochen Arbeit (membro da banda de culto Einstruzende Neubauten) concebeu o projecto Stupid Green. Com o artista plástico belga Hans Demulenare criou “No Titles but Layers” uma instalação / performance co-produzida e apresentada no festival BUDA.

Desempenhou o papel central no filme/instalação “Dédale” do artista visual e cineasta Pierre Coulibeuf. Com Julian Rosefeldt co-criou“Milk”. Em 2010 foi convidada para participar na instalação de William Forsythe “Human Writes”. Desde de 2006 tem vindo a desenvolver o seu proprío percurso de pesquisa sobre o corpo performado (espaços convencionais de apresentação) e o corpo instalado (essencialmente galerias), questionando a linhagem de representação e relação entre obra de arte e publico e artista (interprete) e publico.

Insistindo em debruçar-se sobre estas questões, materializando-as para obter noções concretas sobre o estado de transmissão e criação do objecto artistico. Lecciona workshops desde 2003. Entre 2012 e 2015 colaborou em termos curatoriais com o Museu Arpad Szenes Vieira da Silva em Lisboa. Em 2013 estreou o solo The Archaic, Looking Out, The Night Knight; 2014 encenou Silos de carros e estradas giratórias para o Festival Todos de Madalena Vitorino – trabalhando com homens que viviam em albergues; em 2017 a peça Equanimidade E/Ou Ânimo Inalterável  estreou no Festival Walk&Talk, nos Açores.

É co-fundadora de plataforma artística Aktuelle Arquitektur der Kultur–AADK desde 2010. Atualmente, desde 2019, prepara a sede AADK Portugal com um estúdio e duas habitações dando lugar a uma visão há muito desejada de criar um espaço de acolhimento e apresentação como experiência e pesquisa do meio criativo. O seu projecto Reacting to Time – portugueses na performance lida com o arquivo e transmissão de obras a partir de finais dos anos 60. Fez a curadoria e direção do curso de 4 meses do Fórum Dança – PACAP 3 – Programa Avançado de Criação em Artes Performativas em 2019. Continua a trabalhar ora como performer, mentora, pedagoga e autora.