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Britânicos já pensam na quarta dose da vacina

O Governo britânico pretende vacinar todos os adultos contra a covid-19 com uma terceira dose, até ao final de janeiro, e dar quartas doses para pessoas mais vulneráveis.

Além de farmácias, hospitais e centros de saúde, “centros temporários de vacinação vão surgir como árvores de Natal”, prometeu o primeiro-ministro, Boris Johnson, numa conferência de imprensa.

Os militares deverão ser de novo mobilizados para apoiar o programa, tal como fizeram no passado, juntamente com voluntários.

A aceleração do programa foi decidida devido ao potencial risco da variante Ómicron, descoberta recentemente na África do Sul, na qual foram identificadas mutações que indicam maior infeciosidade e resistência às vacinas.

Hoje, as autoridades de saúde confirmaram que o número de casos com a variante Ómicron subiu para 13 no Reino Unido, tornando-se “provável” que já exista transmissão na comunidade.

“Nós pensamos que as vacinas de reforço vão continuar a dar alguma proteção contra qualquer variante”, afirmou Johnson, salientando que tal ainda terá de ser confirmado cientificamente.

Isto implica mais de 14 milhões vacinas em dois meses para todos os maiores de 18 anos, cujo intervalo entre a segunda e terceira dose foi reduzido para metade, de seis para três meses.

Pessoas clinicamente vulneráveis ou imunossuprimidas terão a possibilidade de receber uma quarta dose três meses depois da terceira.

Entretanto, adolescentes com idades entre os 12 e 15 anos também foram autorizados a receber uma segunda dose, mas a vacinação será feita por ordem decrescente aos vários grupos etários.

Entretanto, o Parlamento aprovou a introdução de restrições em Inglaterra, como a obrigatoriedade do uso de máscaras dentro de lojas e transportes públicos, apesar do voto contra de 19 deputados do Partido Conservador.

Foram também apertadas as regras para a entrada de pessoas do estrangeiro, tendo 10 países africanos sido colocados numa “lista vermelha” de viagens internacionais.

Boris Johnson reafirmou que as atuais medidas são “apropriadas” e acrescentou que um confinamento nacional como o de janeiro é “altamente improvável”.

O Reino Unido é o país com maior número de mortes de covid-19 na Europa, 144.810 desde o início da pandemia, contando com 80,6% da população vacinada com duas doses da vacina e 31,1% com uma terceira dose.