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43% dos emigrantes querem regressar nos próximos dois anos

Voltar a Portugal é o desejo de 78% dos profissionais portugueses que estão a trabalhar no estrangeiro.

Segundo o Guia do Mercado Laboral 2019 da Hays, citado pelo jornal Sol, das quase 80% das pessoas que pretendem voltar a Portugal 43% deseja fazê-lo nos próximos dois anos. A estabilização da economia portuguesa e o efeito positivo no mercado de trabalho português está a contribuir para a diminuição da fuga de talento para o estrangeiro.

De acordo com o mesmo estudo, apenas “37% dos profissionais revelam interesse em trabalhar no estrangeiro, valor este que chegou aos 80% em 2013, no período crítico da crise”. 80% dos portugueses afirmaram que no estrangeiro lhes foram reconhecidas capacidades ou conhecimentos que não foram valorizadas em Portugal e 49% dos motivos da saída recaíram nas melhores ofertas ou por não terem encontrado o emprego certo.

“As áreas de Banca e Seguros, Legal e Construção e Imobiliário destacam-se como sendo os setores com mais profissionais dispostos a trabalhar no estrangeiro. Quanto aos destinos escolhidos, Espanha lidera a preferência e apesar da eminência do Brexit, o Reino Unido é a segunda preferência dos profissionais e a terceira a Suíça”, concluiu a Hays.

Para os empregadores, este foi um ano foi bastante positivo, conclusões que vão de encontro com o respondido pelos participantes no inquérito: “resultados da sua empresa 66% respondeu que estava de acordo com as expectativas, 21% acima das expectativas e 13% abaixo das expectativas. Outros indicadores vêm confirmar esta tendência positiva, tal como 87% dos empregadores efetuaram contratações em 2018, valor que no final de 2017 apontava para os 81%. As expectativas dos empregadores para a economia do país para o próximo ano também são otimistas, tendo em conta que 19% acredita numa melhoria, 16% acredita que irá piorar e os restantes 66% que irá manter-se igual ao de este ano”.

Os resultados indicam também que 62% dos empregadores afirma que as instituições de ensino não preparam os profissionais para o mercado de trabalho. “Assim, destacam como as três principais dificuldades do mercado atual: a falta de profissionais qualificados (53%), a desadequação entre a oferta de profissionais e as vagas disponíveis (49%) e a pouca articulação entre o sistema de ensino e as empresas (37%). Isto vem reforçar quando 65% dos inquiridos afirma que em 2018 tiveram que recrutar pessoas pouco adequadas às oportunidades de emprego que tinham em aberto, e 41% desistiram de concluir processos de recrutamento para optar por recursos internos”.