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Voos!

Contemplo o céu que se espraia a horizonte, o olhos iluminam-se na luz clara que rompe os céus de Janeiro. Na retaguarda a sombra escurece a paisagem e os restos do que ainda sobra da nostalgia . Ao longe um bando de pássaros risca os céus de um tom cinzento. São como teclas de um piano esquecido no canto da sala. Há uma musicalidade que se desprende do voo, uma cantiga de embalar que nos vigia o sono.
Regressam!
Partem!
Nesta manhã fria de janeiro, não sabemos.
As aves temporãs não vingam nas manhãs geladas de inverno. 


Mais uma vez me perco entre a luz e a sombra.
Não sei se habitas nesse pequeno espaço. Não sei se te materializas no voo da aves.
Apenas sei que vivo entre a realidade e o sonho, na fronteira de um país à beira-mar.
Num corpo cansado de migrações!