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Vila do Conde aposta no turismo

O município de Vila do Conde pretende reforçar a aposta na atratividade turística, traçando como objetivo atingir as 66 mil dormidas anuais de visitantes até 2020 e aumentar o gasto médio dos turistas no concelho.

Esta meta é apenas um dos pontos elencados no Plano Estratégico de Desenvolvimento e Marketing Turístico de Vila Conde, que hoje foi apresentado no Mosteiro de Santa Clara.

O documento, esboçado pela autarquia local em colaboração com o Turismo do Porto e Norte de Portugal, avança três segmentos de oferta turística com maior potencial: as estadas de curta duração, a captação dos peregrinos dos Caminhos de Santiago, e o turismo residencial.

O Plano aponta a cultura, património, lazer, praia e comércio como alguns dos pontos que servem de atração para os turistas, apontando o mercado nacional, mas também o espanhol e o centro e norte da Europa como alvos de campanhas de divulgação.

Seguindo algumas indicações deste plano estratégico, os responsáveis do município acreditam que, até 2020, podem passar das atuais 48 mil dormidas, por ano, no concelho, para mais de 66 mil.

Contam, também, diminuir a taxa de sazonalidade para menos de 33% e aumentar o gasto médio, diário, de cada visitantes para cerca de 32 euros.

Elisa Ferraz, presidente da Câmara Municipal de Vila do Conde, considerou que “fazia muito falta a existência de um Plano Estratégico para o turismo”, mostrando-se “satisfeita” com os caminhos apontados pelo estudo feito.

“Queremos que o turismo seja uma alavanca económica do nosso município e, por isso, temos de criar estratégias e monitorizar o que se vai passando, para tentar concretizar as metas que estão previstas”, apontou Elisa Ferraz.

A presidente da Câmara confessou que com a aposta neste plano pretende “transformar Vila do Conde num município turístico de eleição”, mostrando argumentos “que distingam o concelho perante a ‘concorrência’ de outros territórios”.

“Temos de comunicar e mostrar o que nos diferencia, mas não basta a câmara querer que tal aconteça, vamos mostrando o caminho para que tal aconteça, mas precisamos da iniciativa privada”, vincou a autarca.

Nesse âmbito, e tendo como pano de fundo desta apresentação o Mosteiro de Santa Clara, um dos ‘ex-libris’ da cidade que está atualmente sem ocupação, Elisa Ferraz divulgou que há um interessado em converter o espaço numa unidade hoteleira.

“O edifício é do Estado e não cabe à Câmara decidir sobre ele. O que sabemos é que neste momento existe um investidor muito interessado em fazer uma unidade hoteleira e um pavilhão de congressos”, partilhou a autarca.

Recorde-se que o Mosteiro de Santa Clara foi recentemente integrado no programa Revive, criado pelo Governo com verbas europeias, que pretende recuperar e dar uma nova utilização a vários monumentos históricos do país.