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Rota do Românico: Igreja de Soalhães

Das margens do rio Tâmega, junto às quais se erguem as Igrejas de Sobretâmega e de São Nicolau, percorremos pouco mais de 10 quilómetros e chegamos a Soalhães.

Este território foi muito disputado pela nobreza durante a Idade Média. Um exemplo da sua importância foi o facto dos senhores mais poderosos de Soalhães terem adotado o nome da terra como apelido. Um desses casos foi D. João Martins de Soalhães, bispo de Lisboa e arcebispo de Braga.

Em Soalhães vamos encontrar mais um monumento da Rota do Românico: a Igreja de São Martinho de Soalhães. Esta Igreja pode ter as suas origens no século IX, quando aqui se fundou uma basílica onde estariam as relíquias de São Martinho, ou, segundo outra versão, aqui existia um mosteiro da ordem dos templários.

No entanto, não existem dados muito concretos sobre esta Igreja, pelo menos, até chegarmos aos séculos XIII-XIV, quando se documenta que este templo passou a igreja paroquial.

No século XVIII, a Igreja pertencia à chamada prelazia de Soalhães. E o que era isto? Era uma espécie de território eclesiástico, mas que estava fora da alçada de uma diocese. Ou seja, possuía competências que se comparavam a uma diocese.

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Embora seja um edifício de características românica, poucos elementos desse período chegaram até nós, devido à profunda intervenção realizada na Igreja no século XVIII. Desse tempo restam, apenas, o portal principal, o óculo que está por cima deste e um túmulo na capela-mor.

Porém, o que chama mais a atenção são mesmo as alterações que a Igreja sofreu na Época Moderna: as amplas dimensões da nave, a profundidade da capela-mor e os janelões retangulares.

Mas é o interior desta Igreja que mais surpreende e que faz justiça à expressão “horror ao vazio”. Aqui notamos um investimento extravagante em painéis de azulejos azuis e brancos e de madeira entalhada. Nos primeiros desenharam-se cenas de “Moisés e a Serpente de Bronze”, da “Samaritana e Jesus falando aos Discípulos” e de “ Moisés fazendo brotar água da fonte do deserto”; os segundos retratam cenas da Paixão de Cristo: “Visão no Horto”, “Prisão e Escarnecimento do Salvador”, “Coroação de Espinhos”, “Ecce Homo” e “Caminho para o Calvário”.

Até breve!

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