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Paulo Pisco defende no parlamento ensino de português no estrangeiro

O deputado socialista Paulo Pisco manifestou-se no parlamento português na passada semana para salientar “a importância que o ensino do português tem no estrangeiro” e a língua portuguesa assume “como um meio privilegiado de afirmação do nosso país no mundo”.

No ranking das cinco línguas mais faladas do planeta, o português assume, nos dias de hoje, uma elevada relevância num mundo globalizado, marcado cada vez mais pela sua utilização como idioma de trabalho das organizações internacionais e de universidades, por exemplo. E, foi sobre esta mesma internacionalização, que o deputado abordou no parlamento. No seu ponto de vista, esta é uma língua global, que “abre horizontes”, ao mesmo tempo que tem de ser valorizada nas suas diversas vertentes: “é tão importante valorizar o português como língua estrangeira, como enquanto língua de herança ou língua materna ou de valor profissional”, afirmou.

Colocada no mesmo patamar que o inglês ou até mesmo o espanhol, ela precisa de ser “ser vista como um trunfo profissional, como uma língua de cultura e de ciência, de diplomacia e com história”, ao mesmo tempo que disse ser uma “uma mais-valia para todos os seus falantes, independentemente da sua origem”, completou Pisco.

O deputado enfatizou a fase conturbada na qual atravessou a difusão deste ensino no exterior nos últimos anos, entre os quais enumerou problemas como “os cortes brutais no número de professores”, bem como a desmotivação a que os mesmos estavam sujeitos “por via da degradação das condições de trabalho e, por fim, “a redução do número de alunos”, Contudo, este momento problemático só recentemente é que começou “a sair de um período de grandes dificuldades”, acrescentou.

Nas palavras do deputado do PS, a inovação é a palavra de ordem para a proliferação de um idioma que é cada vez mais falado ao redor do mundo. Um exemplo desta inovação passa pela criação de uma plataforma de ensino da língua à distância, cujo objetivo é o de fazer face ao aumento da nova imigração de portugueses. Além disso, “é preciso abrir novos horizontes”, que passa pela criação de parcerias bilaterais, como a que aconteceu na Venezuela, “com a formação do número de professores de português que, futuramente, vai permitir “duplicar o número de docentes”, finalizou.