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Novo Honda Civic: uma excelente surpresa

A frente do novo Honda Civic é das mais impressionantes do segmento. Um capô longo, largo e mergulhante, luzes full LED e uma grelha fechada preta, que alberga o logo da marca nipónica bem visível ao centro. Estas características desportivas, oferecem ao novo Honda Civic um design cuidado e arrojado.

Nas laterais os vidros traseiros são escurecidos, a linha de cintura é elegante, alta e retilínea e sobe até à traseira. As jantes são de 17 polegadas envolvidas em pneus 235/45.

Na traseira com estilo “coupé”, a linha é desportiva, acentuada por dois spoilers traseiros, tendo o de baixo com luz de terceiro stop embutida.

No interior contamos com um design cuidado e bem conseguido, com qualidade nos materiais e na montagem. Existem obviamente materiais com menor qualidade, que estão colocados maioritariamente abaixo da cintura o que é bom!

O comandos são todos acessíveis e a posição de condução está agora bem diferente da anterior geração. Para melhor… muito melhor! Esta melhoria na posição de condução influencia de forma bastante positiva o prazer que se extrai da magnifica “tarefa” que é conduzir.

Este novo modelo nipónico pode muito bem ser o automóvel mais espaçoso do segmento. Tanto para os passageiros que viajam à vontade nos lugares dianteiros e traseiros como na bagageira que tem 478 litros de capacidade que se poderão expandir até aos 1267 litros. Não nos podemos esquecer de que se trata de uma berlina e não de uma carrinha.

A versão Executive está dotada de equipamento como carregador wi-fi, sensores de chuva e luminosidade, chave mãos livres, travão de estacionamento elétrico, espelhos das portas aquecidos com regulação elétrica, ar condicionado automático dupla zona, câmara traseira de auxílio ao estacionamento com diferentes visualizações, espelho retrovisor interior com escurecimento automático, teto de abrir em vidro, chave mãos-livres e ainda assentos aquecidos nos lugares dianteiros e traseiros.

O sistema de navegação e multimédia é de excelência. Tem uma ótima apresentação e funções a perder de vista, junta-se a um ecrã táctil de 7 polegadas, rádio AM/FM/DAB, Apple CarPlay, Android Auto, rádio via internet, aplicação Aha e ainda browser para acesso à internet. Continua com duas entradas USB, HDMI e está ligado a 11 altifalantes de elevada potência. A conexão do telefone por Bluetooth é já algo de obrigatório. Este sistema requer alguma habituação, devido ao número de funções e aplicações disponíveis.

O painel de instrumentos é colorido e completo, revela muitas informações relacionadas com a viagem e consumos de combustiíel de forma simples e clara.

No que toca à segurança a Honda não “facilitou”: contamos com luzes de máximos automáticas, cruise-control adaptativo, aviso de ângulo morto, alerta de transposição de faixa com correção de volante, reconhecimento de sinais de transito e alerta de colisão frontal com travagem ativa de emergência.

Para além do equipamento, do espaço e do conforto proporcionados pelo novo Honda Civic, o que realmente entusiasma é o prazer de condução que assume este novo automóvel nipónico como um “drivers car”.

A direção é direta, a caixa de velocidades é rápida e bem escalonada e o motor 1.0 litros Turbo VTEC é absolutamente magnífico. Conseguimos ter um automóvel fiável, com andamentos vivos e um prazer de condução ao nível de alguns desportivos.

A suspensão tem também 2 modos: Dynamic e Normal que ajustam a rigidez para uma condução mais desportiva e precisa ou para um melhor conforto para o dia-a-dia. A este modo de suspensão juntamos o tradicional modo Econ já presente na maioria dos automóveis. O botão Econ é acionado quando pretendemos privilegiar os consumos de combustível.

Voltando ao lugar do condutor, o novo Honda Civic é um automóvel capaz de nos tirar totalmente do sério. A abordagem em curva é bastante precisa, assim como o comportamento é divinal. Quase que temos um arrepio na espinha quando ouvimos falar em motores de três cilindros, mas o 1.0 litros VTEC Turbo deixa a certeza de que não precisamos de mais para sermos felizes ao volante.

A utilização do turbo a rotações mais baixas é compensada pela abertura do sistema de sobrealimentação de válvulas VTEC nas rotações mais elevadas. Esta característica faz com que este motor 1.0 litros de três cilindros tenha uma subida de rotação mais linear e um maior prazer de condução relativamente aos outros motores de três cilindros, que são por norma pouco redondos e desconfortáveis de conduzir.

Este motor debita 129cv de potência às 5500rpm e 200Nm de binário às 2250rpm. Esta receita proporciona prestações mais do que satisfatórias, uma vez que conseguimos uma aceleração dos 0 aos 100km/h em 11,2 segundos e uma velocidade máxima de 203km/h.

O melhor de tudo isto são os consumos que rondaram os 6,5 litros no nosso ensaio, com uma condução normal, sem grandes cuidados com o pé direito. Acreditamos que com quilómetros e tento no pé consigamos médias mais próximas dos 6 litros a cada 100km. Ainda assim, não é nada mau para um automóvel com um motor de um litro com 1350kg de peso.

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