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Militares australianos aprendem português por causa de Timor

Luís Faro Ramos, afirmou em Perth, onde acompanhou a visita de trabalho de dez dias à Austrália e Nova Zelândia do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, há “total disponibilidade” das autoridades australianas em promover a língua portuguesa.

“Há boas possibilidades para a promoção da língua e o balanço da visita é muito positivo”, sintetizou o presidente do Camões — Instituto da Cooperação e da Língua, salientando as oportunidades de ensino a portugueses residentes na Austrália, bem como a lusodescendentes e aos próprios australianos, bem como na Nova Zelândia.

Exemplo disso, segundo Luís Faro Ramos, é a existência de “um grupo de quatro ou cinco militares” que estão a aprender a língua portuguesa para irem trabalhar como instrutores em Timor-Leste, além de iniciativas já a decorrer e outras que foram, entretanto, perspetivadas.

“Aqui há uma pista interessante, o interesse australiano em aprender a língua portuguesa como instrumento de trabalho, no caso das Forças Armadas australianas em Timor-Leste”, destacou.

Em Melbourne, continuou vai ser criado um projeto piloto na Escola de Línguas em Vitória para o ensino do Português através da “Plataforma Mais Perto”, ‘online’, desenvolvida entre o Camões e a Porto Editora, já utilizada atualmente por cerca de 600 pessoas em 27 países e que será “transposta” também para a Austrália.

Como segundo resultado, acrescentou o presidente do instituto Camões foi a garantia obtida de uma cidade nos arredores de Perth a disponibilização de uma sala para o ensino do Português, para o que há já uma professora e interessados.

Luís Faro Ramos destacou também a abertura de três “espaços de leitura”, em Sidney, Melbourne e Perth, criados com a contribuição do instituto Camões, através do envio de material didático — livros e dicionários, entre outros.

“Vai permitir a jovens, portugueses ou de outra nacionalidade ter um espaço de leitura em Português”, frisou, indicando também que foram oferecidos livros à Federação de Escolas Comunitárias de Nova Gales do Sul, onde se encontra Sidney.

“É um esforço de colaboração do Camões para criar hábitos de leitura numa comunidade que, por vezes, tem uma certa tendência para os perder”, insistiu.