De que está à procura ?

suica
Lisboa
Porto
Berna, Suiça
Colunistas

Meu poema de Abril

Este poema é para ti com ternura

dá-nos uma ideia de liberdade

que é a coisa mais linda e pura

de falar olhos nos olhos a verdade.

Neste poema livre do mês de Abril

venho falar-te de duas liberdades,

a falsa, quando se está livre

para fazer o que se bem entende.

E a verdadeira, quando alguém é livre,

para fazer o que se deve fazer!

Todo o mundo grita por Liberdade,

quando a pura verdade,

é que o homem nasceu livre,

mas em toda a parte, está acorrentado!

E neste meu poema de Abril,

quero ainda lembrar-te meu amigo,

ninguém é mais escravo do que aquele,

que se julga livre, sem sê-lo !

Neste poema de Abril, estão no redil,

os escravos dos vícios, da droga e do alcóol,

todos somos escravos, de uma, ou outra maneira.

As prostitutas são escravas de seu corpo,

empregados tantas vezes escravos dos patrões,

religiosos, são vitimas de ensinos falsos,

das doutrinas do inferno de fogo,

da alma imortal, e da Trindade.

É do baile dos tartufos, das preces e terços.

É a luta entre ricaços, nobreza, e bufos.

Neste meu poema de Abril,

que muitos chamam do mês da Liberdade,

lembrei-te só algumas das verdades,

das muitas que no dia a dia nos acorrentam,

tornando-nos os escravos modernos!…