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Legislativas francesas: eleitores confiaram nos lusodescendentes

O lusodescendente Dominique da Silva (na foto) foi eleito deputado na segunda volta das eleições legislativas em França e disse estar emocionado porque tem “um nome português em quem os franceses confiaram”.

Na 7.ª circunscrição do Val d´Oise, na região de Paris, o lusodescendente candidato de A República em Marcha! conquistou 53,88% dos votos contra Jérôme Chartier (46,12%), um nome conhecido por ter sido porta-voz da campanha do candidato da direita às presidenciais, François Fillon, e que concorria a um quarto mandato consecutivo de deputado.

“Tenho muito orgulho. Um filho de emigrante que chega a deputado é algo que no plano emocional é forte. Tenho um nome português em quem os franceses confiaram e é algo muito forte”, reiterou.

O empresário de 49 anos, com raízes familiares em Barcelos e Póvoa do Varzim, disse que agora tem “uma grande responsabilidade” porque se vive “num momento político cheio de promessas, mas com muitas coisas para fazer”.

“O povo deu-nos uma confiança que não deixa de ser limitada, e espera para ver. É preciso trabalhar muito nos próximos meses”, continuou.

Dominique da Silva vai deixar de ser vereador na cidade de Moisselles, nos arredores de Paris, um cargo que desempenhava desde 2008, para se dedicar ao cargo de deputado, tencionando igualmente passar o testemunho da sua empresa a outra pessoa.

O lusodescendente aderiu ao movimento Em Marcha! quando foi criado, em abril de 2016, é empresário no ramo de construção modular ecológica e escreveu, em 2014, o livro “Plan d’urgence pour l’abolition du chômage” (“Plano de urgência para a abolição do desemprego”).

Para o recém-eleito deputado, o resultado das legislativas corresponde “à revolução esperada”, mas “a revolução tem agora de dar provas”.

“Temos um programa e um contrato com a nação mas tudo não foi decidido e ditado. O nosso grupo parlamentar vai mostrar que está aberto a todas as sensibilidades políticas. É este o ADN de Em Marcha, é uma combinação de sensibilidades diversas. Não vamos falar só a um campo. O nosso eleitorado são os franceses”, concluiu.

Com origens portuguesas, também foram eleitos, com a etiqueta do movimento A República em Marcha!, Anne-Laure Cattelot (12ª circunscrição do Norte) e Ludovic Mendes (2ª circunscrição de Moselle), assim como a deputada socialista cessante Christine Pires Beaune (segunda circunscrição de Puy-du-Dôme).

Laëtitia Romeiro Dias, candidata francesa “em marcha” mas com uma estreita ligação a Portugal, também venceu a corrida eleitoral na 3.ª circunscrição de Essonne face à lusodescendente Virginie Araújo.

Dos candidatos com origens portuguesas na corrida eleitoral, foram eliminados Otília Ferreira, na 1.ª circunscrição de Charente-Maritime, e Paulo da Silva Moreira, na 1ª circunscrição de Yonne, ambos de A República em Marcha!, e Virginie Araújo, de A França Insubmissa, na 3ª circunscrição de Essonne.