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Fórum Mundial da Água é oportunidade para CPLP rever cooperação

O Fórum Mundial da Água será uma oportunidade para os países de língua portuguesa reverem a atual forma de cooperação e usarem os instrumentos disponíveis para alcançar o desenvolvimento sustentável, defendeu este sábado o comissário português neste evento.

“Vai ser uma oportunidade ótima” para os países que têm um traço de união forte, uma língua comum, “criarem uma nova [visão] ou reverem a visão de cooperação que têm uns com os outros”, disse à agência Lusa Jaime Melo Baptista, comissário de Portugal no Fórum, que decorre a partir de segunda-feira, em Brasília, no Brasil.

Um dos aspetos em análise, explicou, é a disponibilidade daqueles que “podem dar mais face àqueles que têm de receber mais, em termos de cooperação no sentido de alinhar os instrumentos já existentes e outros eventualmente a criar”.

A meta é permitir que os países com situação mais difícil consigam “melhorar ou alcançar” os objetivos de desenvolvimento sustentável, referiu Melo Baptista.

Para o especialista em temas da água, o Fórum permite o encontro de políticos, como ministros do Ambiente e Água, e de outros profissionais e é uma oportunidade para realizar “uma reflexão sobre um novo modelo de cooperação mais dirigida a objetivos concretos ligados aos objetivos de desenvolvimento sustentável”.

“Diria que pode ajudar a criar as bases de um novo modelo de cooperação entre Portugal, Brasil e os outros países, portanto tenho bastantes expetativas”, acrescentou.

O 8.º Fórum Mundial da Água, organizado pelo Conselho Mundial da Água, vai juntar mais de 30 mil participantes de todo o mundo, com responsáveis políticos, especialistas, gestores, empresários e organizações envolvidos na questão da água.

Cabo Verde será representado pelo Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, segundo o comissário, e outros países da CPLP enviarão ministros da tutela.

Portugal apostou na presença na iniciativa e terá um pavilhão de cerca de mais de 200 metros quadrados por onde irão passar o ministro do Ambiente, o secretário de Estado do Ambiente, a secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros, especialistas e empresários portugueses e da CPLP.

A problemática da água nos países CPLP será tema de algumas das muitas sessões agendadas no pavilhão de Portugal e, durante o Fórum, estão previstas reuniões entre ministros do Ambiente da organização e destes com autoridades responsáveis pelos recursos hídricos nestes países.

Segundo Melo Baptista, dois países da CPLP vão fazer apresentações no pavilhão de Portugal – Angola, através do ministro da Água e Energia, sobre água e alterações climáticas, e Cabo Verde, através do Presidente da República e do ministro da Agricultura e Ambiente, sobre sustentabilidade hídrica.

“Teremos oportunidade de tentar criar uma melhor plataforma de cooperação e estará presente a secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, precisamente com essa preocupação”, adiantou o comissário de Portugal.

No final da iniciativa mundial, a 23 de março, os representantes “vão assinar também uma declaração conjunta muito centrada no empenho dos países CPLP se ajudarem mutuamente nas estratégias que têm de [concretizar] para cumprir os objetivos de desenvolvimento sustentável”, explicou Melo Baptista.

O documento foi preparado em reuniões realizadas no último ano, em Portugal e no Brasil, com representantes de todos estes países.

Os países da CPLP são tema de uma sessão sobre políticas públicas para os serviços de água face aos objetivos de desenvolvimento sustentável e aos direitos humanos e o papel da cooperação lusófona para ajudar a cumprir aquelas metas.