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Fadista Diana Vilarinho estreia-se em Itália

A fadista Diana Vilarinho estreia-se em Itália, no sábado, com uma atuação na Igreja de Santo António dos Portugueses, em Roma, no qual apresentará “especialmente fados tradicionais”.

“Acima de tudo vou cantar os temas que estou mais habituada a cantar e [com] que me identifico, principalmente os fados tradicionais, incluindo, no alinhamento, fados num tom mais alegre e algumas marchas de Lisboa”, disse à agência Lusa Diana Vilarinho.

A fadista, que será acompanhada à guitarra portuguesa por Paulo Valentim e, à viola, por Paulo Ramos, considera que “é importante apresentar, fora do país, o fado na sua essência, e o denominado fado tradicional é o mais importante”.

Diana Vilarinho, de 20 anos, editou um CD “por graça”, aos 12 anos, dois depois de ter vencido a Grande Noite do Fado de Lisboa, na categoria de juniores, e atualmente canta diariamente na Parreirinha de Alfama, casa fundada por Argentina Santos.

Do alinhamento que vai apresentar, Diana Vilarinho adiantou que vai interpretar, na melodia do fado José António de Sextilhas, “Eu Vivo Melhor Assim”, no Franklin de Quadras, interpretará “Eu Vi partir o Meu Amor para o Outro Lado do Rio” e, no Fado Cigano, “Contradição”.

“Partiste”, do repertório de Lucília do Carmo, e “Meu Amor é Marinheiro”, uma criação de Amália Rodrigues, “um fado que fala de liberdade e ânsia de a conquistar, composto num período em que se viva a claustrofobia da censura”, são outros fados que conta interpretar no sarau fadista que se realiza há cerca de uma década na capital italiana

A fadista começou por estudar canto e dança, em alternativa ao karaté que preferia, mas que a mãe achava pouco feminino, como contou à Lusa.

“O fado foi-me apresentado aos nove anos, e hoje é uma clara opção de vida”, disse Diana Vilarinho, que está a preparar aquele que será o seu “verdadeiro álbum de estreia”, a editar no próximo ano.

Na área do fado, reconhecendo que admira vários intérpretes, na atualidade, a sua escolha é clara: “Sou muito fã de Ricardo Ribeiro, pelo artista e a pessoa que é”.

Entre os nomes do passado, citou Maria José da Guia (1929-1992), criadora de “Fui ao Baile”, e Francisco Martinho (1939-1992), intérprete de “Alvorada”, entre outros fados, e que gravou com Fernando Maurício.

Diana Vilarinho participou, por duas vezes, no Festival de Fado de Alfama, em Lisboa, e recentemente atuou no festival “Noches de Fado, Divas”, no Teatro Filarmónica, em Oviedo, no norte de Espanha.

No ano passado, nestes concertos na capital italiana, organizados pelo Instituto Portoghesi di Sant’Antonio in Roma, estreou-se a fadista Beatriz Felício, tendo anteriormente participado, na iniciativa, os fadistas Sérgio da Silva, Clara Cristão, Katia Guerreiro, Raquel Tavares, Joana Amendoeira e Ana Marta.

A Igreja de Santo António dos Portugueses, de construção barroca, edificada na segunda metade do século XVII, onde está sepultado o pintor Domingos Sequeira, funciona como a igreja nacional da comunidade portuguesa em Roma.