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Condutor de carrinha que matou emigrantes em França é julgado em 2018

O condutor e o proprietário da carrinha envolvida no acidente de viação em que morreram 12 portugueses em 24 de março do ano passado devem ser julgados em 2018.

A informação foi confirmada esta sexta-feira à Lusa por Antoine Jauvat, advogado do motorista português Ricardo Pinheiro, que explicou que terminou a fase de instrução e que o caso transita para julgamento no Tribunal Correcional de Moulins. “A fase de instrução terminou. O julgamento vai ser em 2018, mas a data da audiência ainda não foi fixada”, afirmou Antoine Jauvat, acrescentando que a passagem do processo para julgamento “não é uma surpresa” e que “não significa que o juiz de instrução o considera como culpado, mas que as acusações são suficientes para o submeter a julgamento”.

O condutor, Ricardo Pinheiro, na ocasião com 19 anos e atualmente com 21, e o proprietário do veículo, tinham sido acusados de homicídio involuntário e ferimentos involuntários agravados.

O advogado precisou que o jovem “continua sob controlo judiciário” e “trabalha numa empresa de construção civil ” em França.

As 12 vítimas mortais, com idades entre os 7 e os 63 anos, viviam na Suíça e deslocavam-se a Portugal numa carrinha de seis lugares que embateu frontalmente com um veículo pesado na Estrada Nacional 79, na localidade de Moulins, um troço da RCEA (Estrada Centro Europa e Atlântico), conhecida por ser uma estrada perigosa.

A 8 de janeiro deste ano, também na Estrada Nacional 79, na direção Mâcon-Moulins, o despiste de um autocarro com 32 passageiros portugueses provocou quatro mortos, três feridos graves e 25 ligeiros.

A RCEA é conhecida como “a estrada da morte” e foi classificada como “a estrada mais perigosa de França” pelo jornal Libération, em fevereiro deste ano, numa reportagem em que se revela o tráfego é de “10.000 veículos por dia, 40 por cento são veículos pesados”.