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Câmara da Guarda celebra protocolo para captar investimentos chineses

A Câmara Municipal da Guarda celebrou esta segunda-feira um protocolo de cooperação com a Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa, com o objetivo de tentar captar investimentos chineses para o concelho.

O acordo, que foi assinado por Álvaro Amaro, presidente da autarquia da Guarda, e por Sérgio Martins Alves, secretário-geral da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa, visa estabelecer entre as partes “as condições subjacentes à consecução de um contexto favorável à dinamização económica e à atração do investimento para a Guarda”.

Segundo Álvaro Amaro, o protocolo permite colocar a cidade no “radar” do investimento com a ajuda da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa.

“Nós não deixaremos de tocar a campainha, de bater à porta, quando for caso disso, mas também gostaríamos que [os empresários] nos batessem à porta, a pensar nestes territórios e neste potencial que representam estes territórios do interior, neste caso da Guarda”, afirmou à agência Lusa.

O autarca explicou que o seu concelho tem para oferecer aos empresários “uma situação estratégica muito importante”, porque está próxima de três grandes aeroportos internacionais – Lisboa, Porto e Madrid (Espanha) – está num eixo rodoviário “fantástico” e nos próximos “quatro a cinco anos” será “a grande plataforma ferroviária de ligação à Europa”.

Sérgio Martins Alves, secretário-geral da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa, disse esperar que o protocolo “não seja apenas um papel pintado com tinta”, mas que represente “oportunidades de investimento” e que sirva para “promover geminações com objetivos económicos concretos”.

De acordo com o texto do documento, a autarquia da Guarda compromete-se a “partilhar informação sobre a caracterização do tecido económico do concelho com dados pertinentes para o processo de captação de investimento, incluindo temáticas relacionadas com a competitividade, inovação empresarial e internacionalização”.

O município presidido por Álvaro Amaro fica ainda obrigado a promover, em colaboração com a Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa, “ações de cooperação nos domínios da economia e da inovação empresarial”.

A Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa fica com o dever de “promover a divulgação de oportunidades de negócio e de investimento no âmbito da sua rede de associados” e fomentar, em colaboração com o município, “a dinamização de ações de cooperação nos domínios da economia e da dinamização empresarial”.

Colaborar com a autarquia da Guarda na dinamização de iniciativas direcionadas a empresas e a investidores chineses, “com vista à promoção das vantagens competitivas do concelho, do território e das suas empresas”, é outro dos objetivos do protocolo.