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O adeus de Helmut Kohl

O ex-chanceler alemão Helmut Kohl, o “pai” da reunificação alemã, morreu esta sexta-feira aos 87 anos, indicou o diário Bild, cuja direção estava muito próxima desta figura da história da Alemanha contemporânea.

Kohl “faleceu esta manhã na sua casa de Ludwigshafen”, sudoeste do país.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, recordou o antigo chanceler alemão Helmut Kohl como “um homem invulgar” que “tinha tanta visão de futuro quanta determinação e persistência”, e contribuiu para haver uma “Europa unida e forte”.

Helmut Kohl, o “pai” da reunificação alemã, morreu hoje, aos 87 anos.

Em declarações aos jornalistas, no final de uma visita à associação Abraço, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa referiu que teve oportunidade de o “conhecer muito bem pessoalmente”, quando liderou o PSD, que “foi admitido no Partido Popular Europeu (PPE) largamente pela mão de Helmut Kohl”, então chanceler e líder da União Democrata-Cristã (CDU).

O Presidente da República elogiou a determinação de Kohl no processo difícil de reunificação da Alemanha – “quando ele avançou para a reunificação das duas Alemanhas, foi considerado quase louco” – e lembrou a contestação à decisão de “parificar a moeda alemã Ocidental e de Leste”.

Marcelo Rebelo de Sousa salientou também que Helmut Kohl “liderou com Mitterrand a Europa num momento crucial, o da aprovação do euro, da moeda única”, considerando: “Tinha tanta visão de futuro quanta determinação e persistência. Era verdadeiramente uma pessoa de uma persistência indomável”.

“Portanto, guardo dele, além de uma imagem pessoal de grande amizade, uma imagem de grande admiração, porque num momento crucial foi ele a dar o passo essencial para a Europa que temos, a Europa unida e forte que foi possível depois da reunificação alemã”, afirmou.

Helmut Kohl estava afastado da vida pública desde 2008 e remetido a uma cadeira de rodas, após a queda numas escadas que lhe provocou um traumatismo cranioencefálico.

Kohl emergiu na política nacional alemã em 1976, quando se tornou no chefe da oposição e conquistou a chancelaria em 1982, após garantir a aprovação de uma moção de censura contra o então chefe do executivo, o social-democrata Helmut Schmidt.

Um ano depois foi confirmado pelas urnas no posto de chanceler, e manteve-se no cargo até 1998, quando foi derrotado pelo social-democrata Gerhard Schröder, que pela primeira vez se aliou aos Verdes para recuperar o governo da Alemanha.